A Reforma Tributária já é uma realidade — e o gestor ativo e preparado entende que esse novo cenário demanda estudos e providências, quanto adaptar seu processo de gestão às novas exigências impostas pela tributação da não cumulatividade, ou imposto sobre o valor agregado.
Dentre as medidas a serem empreendidas, destacam-se como prioritárias: o planejamento tributário, contabilidade, controle de custos e conformidade, sob pena de ver a empresa, grandemente impactada pela reforma tributária.
1. Planejamento Tributário:
É fundamental entender as novas regras e regulamentações, buscando minimizar a carga tributária e evitar problemas com a fiscalização.
Um ponto de atenção: com a nova lógica do crédito tributário, o aproveitamento do imposto dependerá do recolhimento correto pelo fornecedor. Ou seja, a escolha de fornecedores passa a ser também uma decisão tributária.
Hoje, mais que antes, o processo de planejamento tributário precisará caminhar junto com a estabilidade da contabilidade fiscal da empresa.
No setor imobiliário, por exemplo, será necessário fazer registros por imóvel, considerando também todos os seus atributos acessórios.
2. Contabilidade:
O processo contábil, visto como um processo secundário até então, demandará ajustes, em particular na área fiscal, para adequar-se aos registros do “redutor de ajustes” e das despesas classificadas como sujeitas ao IBS e a CBS e as não vinculadas, para organizar o conjunto dos insumos dedutíveis.
No setor imobiliário, que opera com vendas parceladas, renegociações e rescisões de contratos, o processo contábil adquire uma real importância, quanto ao registro dos custos efetivos em cada estágio, já que esses dados vão compor os redutores de ajustes no cálculo final dos tributos.
3. Controle de Custos:
A forma como as empresas registram e controlam seus custos pode influenciar diretamente na apuração da carga tributária sobre as suas vendas.
A Reforma Tributária vem justamente para corrigir falhas estruturais de gestão, exigindo das empresas:
4. Conformidade (Compliance):
A preocupação com o processo de conformidade ou compliance na empresa, precisa deixar de ser negligenciado.
A garantia de que os processos contábeis e operacionais seguem estritamente a legislação pode significar ganhos com as novas regras. Essa qualidade precisa estar permeada em todos os níveis do processo de gestão da empresa.
Organização do controle de custos
- Atualização dos processos de registro
- Clareza na composição dos preços e margem
Investir em compliance tributário vai significar:
- Redução de riscos
- Melhoria no aproveitamento de créditos
- Maior controle e segurança nas operações
A título de coroamento desse conjunto de medidas ou providências, que não esgota o tema em si, há de se considerar um aspecto catalisador, que é o treinamento de adaptação.
Por mais eficiente que seja a estrutura, se as pessoas que operam os processos não estiverem preparadas, as mudanças não serão sustentáveis.
O treinamento de adaptação deve acontecer em todos os níveis da empresa — do operacional à alta gestão — para que as práticas estejam verdadeiramente alinhadas com o novo modelo tributário.
Conclusão
A Reforma Tributária não será um simples ajuste: ela exige uma transformação na mentalidade de gestão.
Planejamento, contabilidade, controle de custos e conformidade precisam caminhar juntos — com integração, organização e acompanhamento técnico.
Se sua empresa ainda não iniciou esse processo de adaptação, agora é a hora.
